quarta-feira, 19 de maio de 2010
Doação digital X Inclusão digital
Com olho gordo na campanha realizada nos Estados Unidos, o Partido dos Trabalhadores - PT tenta a mesma façanha em terras tupiniquins, analisemos:
Cerca de 35% da população brasileira tem acesso a internet, enquanto nos Estados Unidos esse percentual pode chegar a 75%. O percentual do Brasil fica ainda pior tendo em vista que, para ser incluído digitalmente além da pessoa ter acesso a computador e a internet, deve-se também saber fazer uso das ferramentas disponíveis, o que pioraria ainda mais a situação do Brasil.
Um dos fatores que distanciam tanto a população das facilidades digitais é a tributação, todo esforço realizado até hoje não foi suficiente para elevar consideravelmente a posição do Brasil a níveis internacionais.
E quanto ao descrédito da classe política brasileira, nem vou reportar-me quanto ao assunto.
Agora me respondam, vocês acham que essa moda de doações à políticos por internet vai pegar aqui no Brasil?
Um conselho aos partidos, corram atrás de filiarem o Padre Fabio de Melo, o Pastor Silas Malafaia, dentre outros religiosos, para arrecadarem doações, do contrário esqueçam, o povo brasileiro não está preparado psicologicamente, monetariamente e muito menos culturalmente para que essa campanha de doação deslanche.
IVENILTON OLIVEIRO PRAVATO JÚNIOR
Morro do Quadro / Juventude PSB
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Caminho do meio
Caminho do meio
O discurso de Renato Casagrande (PSB) para esta eleição começa a ser percebido. Ainda está em fase de formatação, mas pode se dizer que é uma coisa nem sim, nem não, muito pelo contrário. Um discurso que não se opõe a ninguém, mas que também não se submete. Um caminho de consenso. Ao mesmo tempo em que destaca os avanços dos últimos oito anos do governo Paulo Hartung, fala da necessidade de se avançar nas áreas sociais. Ao mesmo tempo em que fala de uma gestão democrática com a participação dos aliados, remonta o velho discurso de que "não podemos deixar que o retrocesso..." Ainda assim há uma diferença. No caso do governador Paulo Hartung, este temido retrocesso não tinha nomes, rostos, identidade. No caso de Casagrande, há pelo menos uma direção. Ele fala do fortalecimento da Assembleia Legislativa, já que em um passado recente a Casa facilitou a sobrevivência de uma política clientelista e fisiológica, contribuindo inclusive para o desgaste da imagem institucional com atos de corrupção. O senador destaca a importância do apoio para formar uma chapa forte. Discute sobre a divisão dos cargos dentro da chapa, mas não abre mão de seu projeto próprio ao governo. Fala sobre segurança, saúde, educação como prioridades e deixa claro que o momento é outro e a configuração política também deve ser. Mas a imagem de Casagrande sentado ao centro de uma enorme mesa com aliados de sete partidos dá uma impressão de que um novo modelo de discussão política está sendo implantado. Ao ser avisado das diretrizes do programa de governo, Renato deixou claro que as propostas discutidas até ali pelo PSB seriam colocadas na mesa para que os aliados possam dar suas opiniões. Se seu governo será assim, não se sabe. Mas as costuras que vem fazendo desde que assumiu sua candidatura ao governo mostram uma flexibilidade da qual o mercado político estava desacostumado. Afinal, depois de oito anos vivendo sob a batuta de Paulo Hartung e com uma reviravolta imposta de forma brutal, os partidos políticos ficaram desconfiados. Agora, Casagrande deixa as forças políticas à vontade para acalmar os ânimos e reconstruir elos quebrados.
P.S. O presente artigo foi publicado em www.seculodiario.com.br no dia 14 de Maio de 2010.
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quinta-feira, 13 de maio de 2010
O ranking da cassação
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
JUVENTUDE E INCLUSÃO
Fonte: Caderno Opinião do Jornal A Gazeta.
Dia 01/05/2010.
Um quarto da população do Brasil tem entre 15 e 29 anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que os jovens nunca foram tão numerosos como hoje: cerca de 50,5 milhões. Com isso, essa população vem ganhando crescente visibilidade nos debates intelectuais e políticos, e na formulação de políticas públicas de Estado.
A um Estado democrático compete conduzir um projeto de desenvolvimento nacional. Dentro disso, cabe aos governos implementar políticas públicas efetivas, capazes de oferecer alternativas de presente e perspectivas de futuro - e propiciar cidadania plena aos jovens. Pergunta-se: o Estado preparou-se para receber adequadamente esse enorme contingente de jovens? A oferta de bens e serviços públicos hoje é suficiente para atender toda a demanda? O Ensino Médio está preparado para atender às novas necessidades do mundo moderno?
A situação é alarmante como comprovam os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada em 2003. Eles indicaram que 20% dos jovens têm filhos; 11,7 milhões não têm condições para o sustento; 4,5 milhões não trabalham nem estudam; 1,3 milhão são analfabetos e apenas 3,6% dos jovens entre 20 a 24 anos chegaram à universidade. E quase a metade dos desempregados é jovem.
O investimento nos jovens é essencial para o desenvolvimento do Brasil. A começar pela educação. O governo Lula representou um avanço significativo nessa área. Cito o ProUni (meio milhão de jovens no ensino superior); Reuni (duplicação das vagas nas universidades federais); Projovem; e ampliação das escolas técnicas federais. Só no Espírito Santo já são 10 unidades em funcionamento ou em implantação.
Outra política pública importante para a juventude é a "inclusão digital", geralmente percebida somente como forma de inserção no mercado de trabalho. É infinito o conhecimento que se desabrocha com o acesso à internet e aos meios de comunicação. É preciso também oferecer oportunidades de produzir e receber informação de maneira crítica, o que ajuda a ver futuros possíveis. A inclusão digital é uma tarefa de políticas públicas. Posso afirmar, sem medo de errar, que no mundo contemporâneo o acesso à internet virou um direito essencial da pessoa humana. É preciso popularizar o uso da internet tanto quanto o uso do celular, pois, segundo a Unesco (2004), 77% dos jovens das classes D e E não sabem usar computador enquanto na classe A, essa taxa cai para 12,5%. Para isso, defendo a instituição de um Plano Nacional de Banda Larga.
É fundamental implementar políticas públicas específicas, integradoras e eficientes para juventude e com a juventude. Uma boa oportunidade para esse pensar junto será o I Festival da Juventude, que ocorre entre os dias 3 e 6 de junho em Fortaleza, por iniciativa da prefeitura de lá. Se a juventude é submetida ao controle de direitos e normas de conduta, deve também ser ouvida quando sua realidade está na pauta. Antes que seja tarde demais.
João Batista (Babá) Gagno Intra,
Vereador do PT em Vila Velha



