quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Cansei...Basta!"




 

 "Cansei...Basta"!  Vou votar no Serra...
> 
> Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato
> demais. O salário dos pobres aumentou e qualquer um agora se mete a comprar
> carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.
> 
> Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum,
> a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.
> 
> Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus
> celulares.
> 
> O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa
> de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel,
> agora navega...
> 
> Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo,
> todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha! ", como dizia
> o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar porque, como em
> S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35km
> e cobrar caro.
> 
> Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem
> até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire,
> agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz.
> 
> Vergonha, vergonha, vergonha...
> 
> Cansei de ir a banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial,
> todos trabalhando de office-boys.
> 
> Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu
> sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
> 
> Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia
> ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo,
> SBT, Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja"
> passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o
> fim do mundo.
> 
> Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na
> universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito...
> Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa
> raça.
> 
> Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV
> até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do
> Brasil? Diga aí, seu Lula...
> 
> Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria.
> E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? 
> 
> Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem
> MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar
> férias no Exterior. É o fim...
> 
> Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as
> emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e
> aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender
> com altos lucros. Chega dessa baboseira politicamente correta, dessa
> hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco... Quem pode,
> pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa se meu pai era mais esperto que
> os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça?
> 
> Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem
> mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem
> é superior e quem é inferior.
> 
> Quero os 500 anos de oligarquia autoritária, corrupta e escravizante de
> volta. Quero também os Arminios Fragas&outros pulhas, que transformaram a
> Vale e a Embratel em meros ativos para vender a preço de banana para os
> "amigos do rei". Quero de volta a quadrilha do FHC, escondendo escândalos,
> maracutaias e compra de votos no Congresso. 
> 
> Onde já se viu: nesta terra sem lei chamada Brasil, só a direita corrupta
> tem o direito de roubar! O resto tem que trabalhar duro, com salário de fome
> para que os tubarões, empresários e banqueiros, comprem seus jatinhos e
> iates além de mandarem dinheiro para paraísos fiscais. Quero o
> Serra&quadrilha fazendo pelo país o que fez com os funcionários públicos,
> professores, médicos e policiais do estado de São Paulo passarem 14 anos a
> míngua. Tem que arrebentar essa pobralhada.
> 
> Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha
> no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta!
> 
> (Autor desconhecido)
> 






 

 

sábado, 9 de outubro de 2010

Carta aberta a Marina Silva



Carta Aberta a Marina Silva
 
Marina, você se píntou?
por  Maurício Abdalla

"Marina, morena Marina, você se pintou" – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o "grito da Terra e o grito dos pobres", como diz Leonardo.

Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?

Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as "famiglias" que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.

Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas "os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz". Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.

Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. "Azul tucano". Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.

Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a "vitória da Marina". Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.-

"Marina, você faça tudo, mas faça o favor": não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você "tanto faz". Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem "esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele".

Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. "Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu".

Maurício Abdalla
 Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (clique para ler comentário), dentre outros.






 

 

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Casagrande assina Pacto pela Juventude e firma compromisso em valorizar políticas para jovens

Casagrande assina Pacto pela Juventude e firma compromisso em valorizar políticas para jovens

 
Membros do movimento estudantil de vários partidos estiveram reunidos na noite desta quarta-feira (22) com o Renato Casagrande, candidato ao Governo, para a assinatura do Pacto pela Juventude – documento que traça diretrizes para as políticas voltadas para os jovens brasileiros. Durante o evento, realizado em Vitória, Casagrande ressaltou que os jovens precisam de atenção especial por parte do poder público e que por isso quer fortalecer o Conselho Estadual da Juventude. 

"Se é a juventude que mais morre, que mais mata, que mais sofre as conseqüências da violência e da falta de oportunidade, de atendimento na saúde e na educação, temos que criar políticas públicas para os jovens. Por isso teremos o Conselho Estadual da Juventude e o seu fortalecimento. Queremos que um grupo de jovens capacitados ajude o Governo a elaborar esses planos", enfatizou.

Bastante aplaudido pelos presentes, Casagrande afirmou que, se for eleito, quer governar com o apoio dos jovens para tratar das principais questões dessa faixa etária da sociedade. O candidato destacou ainda alguns problemas enfrentados pela juventude.

 "Em conseqüência do elevado grau de urbanização alcançado pela sociedade brasileira os jovens estão à parte na discussão de um processo natural de desenvolvimento, valendo destacar pelo menos três deles: o baixo estímulo que as escolas atuais apresentam para os jovens permanecer nelas; as dificuldades de ingresso no mercado de trabalho e a atração exercida pelo mundo da criminalidade que já contabiliza uma parcela significativa de jovens em conflito com a lei", afirmou o candidato. 


As diretrizes do documento ainda levantam bandeiras de ações para o desenvolvimento juvenil e destacam o papel de gestores e legisladores na implementação de políticas e na estratégia de desenvolvimento nacional. 

"Se investirmos em educação de qualidade grande parte dos problemas estarão resolvidos. Nossos jovens precisam estar ocupados para que não os percamos para a criminalidade. Por isso, um grande esforço será realizado junto aos governos federal e municipais, com vista a ampliar a oferta de vagas no ensino médio e, principalmente, no ensino profissional médio e universitário. Em paralelo vamos tornar a escola mais atraente, seja revisando currículos, seja desenvolvendo novas práticas pedagógicas ou, ainda, ofertando atividades esportivas e culturais", finalizou o candidato.

O que diz o plano:

No campo da educação as metas vão desde a erradicação do analfabetismo até a expansão da universidade pública e do sistema público de educação profissional. A agenda de trabalho decente merece um ponto específico onde o combate a precarização do trabalho juvenil aparece como tema central.

 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PACTO PELA JUVENTUDE

Conheça mais sobre o Pacto pela Juventude:
 
 

 

 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ENCONTRO COM CASAGRANDE: SER JOVEM É ACREDITAR NO FUTURO





 

TODOS CONTRA A HIPOCRISIA


TODOS CONTRA A HIPOCRISIA

 Bruno Alves de Souza Toledo*

 

Difícil mesmo esse nosso tempo. Quando uma sociedade mergulhada na tragédia da violência urbana – que tem vitimado cerca de 50 mil brasileiros por ano, na sua maioria jovens negros da periferia das grandes cidades – aplaude certos candidatos que se orgulham em esbravejar, em sua auto-condição de heróis da pátria, a redução da idade penal para 14 anos como solução mágica para a questão, é um dos sinais de que de fato vivemos em tempos tenebrosos.

Estamos em uma era da superficialidade instrumental, na qual não queremos, ou não podemos, nos aprofundar em tema algum. Vivemos da e na aparência das questões. Tomar consciência da realidade tem se tornado um exercício perigoso na sociedade brasileira e, por isso, vivemos alienados de tudo o que nos circunda. Presos ao que "parece ser" e não ao que "de fato é", temos sido ludibriados pelo bom discurso, pela boa imagem, pelas ditas boas intenções, e com isso alimentamos o ciclo vicioso que aprisiona historicamente o Brasil neste lugar do faz de conta.         

Não obstante a conquista da Constituição Cidadã, é preciso reconhecer que a concretização plena da democracia é algo ainda por vir entre nós. Cada vez mais, escolhemos os candidatos pela aparência dos programas eleitorais hollywoodianos. Votamos no discurso pré-fabricado com bases em pesquisas qualitativas a fim de dizer o que o povo quer escutar. Elegemos, dessa forma, máscaras criadas para aqueles que brincarão o grande baile de carnaval que virou a política brasileira, lamentavelmente.

Nesse sentido, é indignante ver que uma das questões centrais do atual momento, qual seja a violência, tem encontrado respostas puramente superficiais em muitos candidatos, e o pior, com ampla aceitação popular. São falas fáceis, descompromissadas e sem qualquer fundamentação sócio-histórica ou mesmo jurídica. Defender a redução da maioridade penal, por exemplo, é ficar na superfície do problema e, irresponsavelmente, jogar para a platéia. Achar que a causa da violência no Brasil é o fato da maioridade está fixada em 18 anos, ignorando o quadro dos adolescentes em medidas socioeducativas e do próprio sistema prisional, é atestar o total desconhecimento da complexidade do fenômeno social, fruto de uma leitura equivocada, conservadora e oportunista da realidade.

O estranho é que os mesmos que levantam orgulhosamente a bandeira da redução da maioridade penal e que se colocam, portanto, em claro ataque aos direitos das crianças e dos adolescentes, são os mesmos que, incoerentemente, se apresentam à sociedade como arautos da proteção das crianças e dos adolescentes vítimas de violência sexual. Ora, por que então se opta deliberadamente pela defesa de algumas e não de todas as crianças? A resposta parecer repousar mais nos dividendos políticos que certa escolha renderá do que em qualquer compromisso real com a causa infanto-juvenil.

O grande desafio desse momento passa, pois, pela busca da essência das questões e isso significa desmascarar projetos políticos marcados pela incoerência entre aquilo que se diz e aquilo que verdadeiramente é. Adotar posições críticas capazes de ultrapassar o senso comum, que legitima mentiras transformadas em verdades por excelentes estratégias de marketing político, é uma tarefa urgente. O futuro da nossa democracia exige necessariamente a consciência política do nosso povo, a cidadania ativa de nossa gente e o repúdio veemente ao fisiologismo, oportunismo e à hipocrisia política.    

 

Advogado, Mestre em Política Social pela UFES, Presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos do Espírito Santo. 



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terça-feira, 3 de agosto de 2010

07 DE AGOSTO DIA NACIONAL DA MOBILIZAÇÃO DA JUVENTUDE COM DILMA





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7 de Agosto é o Dia Nacional de Mobilização da Juventude com Dilma

Vamos agitar todo o país com atos, caminhadas, panfletagens e bandeiraços. O ES é um dos únicos estados onde a Dilma ainda está atrás do Serra nas pesquisas. 
Temos que virar esse quadro e provar a força da Onda Vermelha!

Não esqueça de chamar a galera! Eleger Dilma Presidente é compromisso da juventude que quer continuar transformando o Brasil.

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