quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Casagrande assina Pacto pela Juventude e firma compromisso em valorizar políticas para jovens

Casagrande assina Pacto pela Juventude e firma compromisso em valorizar políticas para jovens

 
Membros do movimento estudantil de vários partidos estiveram reunidos na noite desta quarta-feira (22) com o Renato Casagrande, candidato ao Governo, para a assinatura do Pacto pela Juventude – documento que traça diretrizes para as políticas voltadas para os jovens brasileiros. Durante o evento, realizado em Vitória, Casagrande ressaltou que os jovens precisam de atenção especial por parte do poder público e que por isso quer fortalecer o Conselho Estadual da Juventude. 

"Se é a juventude que mais morre, que mais mata, que mais sofre as conseqüências da violência e da falta de oportunidade, de atendimento na saúde e na educação, temos que criar políticas públicas para os jovens. Por isso teremos o Conselho Estadual da Juventude e o seu fortalecimento. Queremos que um grupo de jovens capacitados ajude o Governo a elaborar esses planos", enfatizou.

Bastante aplaudido pelos presentes, Casagrande afirmou que, se for eleito, quer governar com o apoio dos jovens para tratar das principais questões dessa faixa etária da sociedade. O candidato destacou ainda alguns problemas enfrentados pela juventude.

 "Em conseqüência do elevado grau de urbanização alcançado pela sociedade brasileira os jovens estão à parte na discussão de um processo natural de desenvolvimento, valendo destacar pelo menos três deles: o baixo estímulo que as escolas atuais apresentam para os jovens permanecer nelas; as dificuldades de ingresso no mercado de trabalho e a atração exercida pelo mundo da criminalidade que já contabiliza uma parcela significativa de jovens em conflito com a lei", afirmou o candidato. 


As diretrizes do documento ainda levantam bandeiras de ações para o desenvolvimento juvenil e destacam o papel de gestores e legisladores na implementação de políticas e na estratégia de desenvolvimento nacional. 

"Se investirmos em educação de qualidade grande parte dos problemas estarão resolvidos. Nossos jovens precisam estar ocupados para que não os percamos para a criminalidade. Por isso, um grande esforço será realizado junto aos governos federal e municipais, com vista a ampliar a oferta de vagas no ensino médio e, principalmente, no ensino profissional médio e universitário. Em paralelo vamos tornar a escola mais atraente, seja revisando currículos, seja desenvolvendo novas práticas pedagógicas ou, ainda, ofertando atividades esportivas e culturais", finalizou o candidato.

O que diz o plano:

No campo da educação as metas vão desde a erradicação do analfabetismo até a expansão da universidade pública e do sistema público de educação profissional. A agenda de trabalho decente merece um ponto específico onde o combate a precarização do trabalho juvenil aparece como tema central.

 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PACTO PELA JUVENTUDE

Conheça mais sobre o Pacto pela Juventude:
 
 

 

 

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ENCONTRO COM CASAGRANDE: SER JOVEM É ACREDITAR NO FUTURO





 

TODOS CONTRA A HIPOCRISIA


TODOS CONTRA A HIPOCRISIA

 Bruno Alves de Souza Toledo*

 

Difícil mesmo esse nosso tempo. Quando uma sociedade mergulhada na tragédia da violência urbana – que tem vitimado cerca de 50 mil brasileiros por ano, na sua maioria jovens negros da periferia das grandes cidades – aplaude certos candidatos que se orgulham em esbravejar, em sua auto-condição de heróis da pátria, a redução da idade penal para 14 anos como solução mágica para a questão, é um dos sinais de que de fato vivemos em tempos tenebrosos.

Estamos em uma era da superficialidade instrumental, na qual não queremos, ou não podemos, nos aprofundar em tema algum. Vivemos da e na aparência das questões. Tomar consciência da realidade tem se tornado um exercício perigoso na sociedade brasileira e, por isso, vivemos alienados de tudo o que nos circunda. Presos ao que "parece ser" e não ao que "de fato é", temos sido ludibriados pelo bom discurso, pela boa imagem, pelas ditas boas intenções, e com isso alimentamos o ciclo vicioso que aprisiona historicamente o Brasil neste lugar do faz de conta.         

Não obstante a conquista da Constituição Cidadã, é preciso reconhecer que a concretização plena da democracia é algo ainda por vir entre nós. Cada vez mais, escolhemos os candidatos pela aparência dos programas eleitorais hollywoodianos. Votamos no discurso pré-fabricado com bases em pesquisas qualitativas a fim de dizer o que o povo quer escutar. Elegemos, dessa forma, máscaras criadas para aqueles que brincarão o grande baile de carnaval que virou a política brasileira, lamentavelmente.

Nesse sentido, é indignante ver que uma das questões centrais do atual momento, qual seja a violência, tem encontrado respostas puramente superficiais em muitos candidatos, e o pior, com ampla aceitação popular. São falas fáceis, descompromissadas e sem qualquer fundamentação sócio-histórica ou mesmo jurídica. Defender a redução da maioridade penal, por exemplo, é ficar na superfície do problema e, irresponsavelmente, jogar para a platéia. Achar que a causa da violência no Brasil é o fato da maioridade está fixada em 18 anos, ignorando o quadro dos adolescentes em medidas socioeducativas e do próprio sistema prisional, é atestar o total desconhecimento da complexidade do fenômeno social, fruto de uma leitura equivocada, conservadora e oportunista da realidade.

O estranho é que os mesmos que levantam orgulhosamente a bandeira da redução da maioridade penal e que se colocam, portanto, em claro ataque aos direitos das crianças e dos adolescentes, são os mesmos que, incoerentemente, se apresentam à sociedade como arautos da proteção das crianças e dos adolescentes vítimas de violência sexual. Ora, por que então se opta deliberadamente pela defesa de algumas e não de todas as crianças? A resposta parecer repousar mais nos dividendos políticos que certa escolha renderá do que em qualquer compromisso real com a causa infanto-juvenil.

O grande desafio desse momento passa, pois, pela busca da essência das questões e isso significa desmascarar projetos políticos marcados pela incoerência entre aquilo que se diz e aquilo que verdadeiramente é. Adotar posições críticas capazes de ultrapassar o senso comum, que legitima mentiras transformadas em verdades por excelentes estratégias de marketing político, é uma tarefa urgente. O futuro da nossa democracia exige necessariamente a consciência política do nosso povo, a cidadania ativa de nossa gente e o repúdio veemente ao fisiologismo, oportunismo e à hipocrisia política.    

 

Advogado, Mestre em Política Social pela UFES, Presidente do Conselho Estadual dos Direitos Humanos do Espírito Santo. 



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terça-feira, 3 de agosto de 2010

07 DE AGOSTO DIA NACIONAL DA MOBILIZAÇÃO DA JUVENTUDE COM DILMA





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7 de Agosto é o Dia Nacional de Mobilização da Juventude com Dilma

Vamos agitar todo o país com atos, caminhadas, panfletagens e bandeiraços. O ES é um dos únicos estados onde a Dilma ainda está atrás do Serra nas pesquisas. 
Temos que virar esse quadro e provar a força da Onda Vermelha!

Não esqueça de chamar a galera! Eleger Dilma Presidente é compromisso da juventude que quer continuar transformando o Brasil.

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sábado, 31 de julho de 2010

Aborto: ONGs pró-legalização criticam os candidatos




Aborto: ONGs pró-legalização criticam os candidatos

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/estrelinha.gifEntidades  acusam presidenciáveis  de 'fugir' do tema

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/estrelinha.gifDeclaram que Serra,  Dilma  e  Marina 'lavam as mãos'

 

Agência Senado/Divulgação
 

Tratado pelos principais candidatos à Presidência a golpes de desconversa, o aborto frequenta a cena eleitoral de 2010 como tema marginal.

 

As organizações que defendem a legalização do aborto no Brasil decidiram reagir. Divulgaram uma "carta aberta".

 

Eis o título: "Sobre o direito ao aborto no Brasil". O documento é endossado por 67 organizações –ONGs, fóruns, redes e grupos de pesquisa.

 

Estão articuladas num movimento chamado "Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro". Veja os nomes das principais entidades lá no rodapé.

 

A carta menciona os nomes dos três principais candidatos ao Planalto: José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV).

 

O texto os qualifica: "Nenhum deles é considerado um candidato ou candidata de ideias retrógradas, de direita, ou atrasado..."

 

"...Todos os três representam siglas que, distantes do poder, atuaram ativamente na defesa dos direitos humanos, das minorias e das questões de gênero".

 

Em seguida, a carta, por assim dizer, desqualifica a trinca: "Nenhum dos três ousa enfrentar o tema aborto quando confrontado, diante de um microfone ou gravador".

 

Anota que, inquiridos sobre a matéria, os candidatos "tentam sair pela tangente ou negar seu próprio passado".

 

Um passado em que se mostravam a favor do "atendimento humanitário e digno das mulheres que precisaram recorrer a um aborto".

 

Ocorrem no Brasil, anualmente, algo como 750 mil abortos em condições inseguras. No texto da carta, as entidades realçam uma das consequências do flagelo.

 

Anotam que os abortos clandestinos guindaram a curetagem à condição de "procedimento mais realizado pelo SUS".

 

Foram "3,1 milhões de internações" na rede hospitalar pública num período de 12 anos –de 1995 a 2007.

 

Daí a "inquietude" das entidades signatárias da carta. Repudiam o fato de os candidatos permitirem que "líderes religiosos dêem o tom do debate sobre a legalidade do aborto".

 

Recordam que, no Brasil, o Estado é "democrático e laico". Acham que não cabe às igrejas capitanear a discussão.

 

Atribuem a tarefa às autoridades –as que estão "no poder" e as que se encontram "em disputa pelo poder".

 

E lamentam: "Fogem da responsabilidade para a qual foram eleitas (ou tentam ser eleitas) pelo voto..."

 

"...Lavam as mãos diante da realidade do país, aferida em sucessivas pesquisas e retratada de maneira perversa, até mesmo em telenovela global..."

 

"...Jogam para debaixo do tapete a dramática estatística do aborto e todas as suas mazelas no país".

 

Nos primeiros parágrafos, o documento empilha algumas das "mazelas". Por exemplo: mortes de mulheres após abortos clandestinos...

 

...Hemorragias e infecções causadas pelo uso de agulhas, mulheres que recorrem a receitas caseiras e venenos...

 

...E a "indústria que faz prosperar as clínicas de aborto clandestino, que enriquecem à custa da vergonha, do drama e, muitas vezes, da morte de mulheres".

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da carta aberta das entidades pró-legalização do aborto.

 

- Em tempo: Entre as signatárias do texto, reunidas no movimento Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, estão as seguintes ONGs: Católicas pelo Direito de Decidir, CFemea, Comissão de Cidadania e Reprodução, Grupo Curumim, Ipas, Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos e União de Mulheres Brasileiras.