quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano-Novo



Quero um Ano-Novo em que todas as crianças, ao ligarem a tevê,
recebam um banho de Mozart, Pixinguinha e Noel Rosa; aprendam a
diferença entre impressionistas e expressionistas; vejam espetáculos
que reconstituem a Balaiada, a Confederação do Equador e a Guerra
dos Emboabas; e durmam após fazer suas orações.

Desejo um Ano-Novo em que, no campo, todos tenham seu pedaço de
terra, onde vicejem laranjas e alfaces e voejem bem-te-vis entre
vacas leiteiras. Na cidade, um teto sob o qual reluz o fogão de
panelas cheias, a sala atapetada por remendos coloridos, a foto
colorida do casal exposta em moldura oval sobre o sofá.

Espero um Ano-Novo em que as igrejas abram portas ao silêncio do
coração, o órgão sussurre o cantar dos anjos, a Bíblia seja
repartida como pão. A fé, de mãos dadas com a justiça, faça com que
o céu deixe de concentrar o olhar daqueles aos quais é negada a
felicidade nesta terra.

Um Feliz Ano-Novo com casais ociosos na arte de amar, o lar
recendendo a perfume, os filhos contemplando o rosto apaixonado dos
pais, a família tão entretida no diálogo que nem se dá conta de que
o televisor é um aparelho mudo e cego num canto da sala.

Desejo um Ano-Novo em que os sonhos libertários sejam tão fortes que
os jovens, com o coração a pulsar ideais, não recorram à química das
drogas, não temam o futuro nem se expressem em dialetos
ininteligíveis. Sejam, todos eles, viciados em utopia.

Espero um Ano-Novo em que cada um de nós evite alfinetar rancores
nas dobras do coração e lave as paredes da memória de iras e mágoas;
não aposte corrida com o tempo nem marque a velocidade da vida pelos
batimentos cardíacos.

Um Ano-Novo para saborear a brevidade da existência como se ela
fosse perene, em companhia de ourives de encantos, cujos hábeis
dedos incrustam na rotina dos dias jóias ternas e eternas.

Quero um Ano-Novo em que, a cada um, seja assegurado o direito do
emprego, a honra do salário digno, as condições humanas de trabalho,
as potencialidades da profissão e a alegria da vocação. Um novo ano
capaz de saciar a nossa fome de pão e de beleza.

Rogo por um Ano-Novo em que a polícia seja conhecida pelas vidas que
protege e não pelos assassinatos que comete; os presos reeducados
para a vida social; e que os pobres logrem repor nos olhos da
Justiça a tarja da cegueira que lhe imprime isenção.

Um Ano-Novo sem políticos mentirosos, autoridades arrogantes,
funcionários corruptos, bajuladores de toda espécie. Livre de
arroubos infantis, seja a política a multiplicação dos pães sem
milagres, dever de uns e direito de todos.

Espero um Ano-Novo em que as cidades voltem a ter praças
arborizadas; as praças, bancos acolhedores; os bancos, cidadãos
entregues ao sadio ócio de contemplar a Natureza, ouvir no silêncio
a voz de Deus e festejar com os amigos as minudências da vida – um
leque de memórias, um jogo de cartas, o riso aberto por aquele que
se destaca como o melhor contador de piadas.

Desejo um Ano-Novo em que o líder dos direitos humanos não humilhe a
mulher em casa; a professora de cidadania não atire papel no chão;
as crianças cedam o lugar aos mais velhos; e a distância entre o
público e o privado seja encurtada pela ponte da coerência.

Quero um Ano-Novo de livros saboreados como pipoca, o corpo menos
entupido de gorduras, a mente livre do estresse, o espírito
matriculado num corpo de baile, ao som dos mistérios mais profundos.

Desejo um Ano-Novo em que o governo coloque o país nos eixos, livre
a população do pesado tributo da degradação social, e tome no colo
milhões de crianças precocemente condenadas ao trabalho, sem outra
fantasia senão o medo da morte.

Espero um Ano-Novo cujo principal evento seja a inauguração do Salão
da Pessoa, onde se apresentem alternativas para que nunca mais um
ser humano se sinta ameaçado pela miséria ou privado de pão, paz e
prazer.

Um Ano-Novo em que a competitividade ceda lugar à solidariedade; a
acumulação à partilha; a ambição à meditação; a agressão ao
respeito; a idolatria ao dinheiro ao espírito das Bem-Aventuranças.

Aspiro a um Ano-Novo de pássaros orquestrados pela aurora, rios
desnudados pela transparência das águas, pulmões exultantes de ar
puro e mesa farta de alimentos despoluídos.

Rogo por um Ano-Novo que jamais fique velho, assim como os carvalhos
que nos dão sombra, a filosofia dos gregos, a luz do Sol, a
sabedoria de Jó, o esplendor das montanhas de Minas, a música
gregoriana.

Um ano tão novo que traga a impressão de que tudo renasce: o dia, a
exuberância do mar, a esperança e nossa capacidade de amar. Exceto o
que no passado nos fez menos belos e bons.


Frei Betto




 

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

2011: FELICIDADE E PROSPERIDADE



CARTÃO DE NATAL.jpg


 

 

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Boas Festas!!!



Olá,
 
Segue em anexo, uma mensagem especial para você!!!
 
Desejo um Natal de Paz e Luz e que o Ano de 2011 seja de muita Saúde e Sucesso em tudo que fizeres!!!
 
FELICIDADES E PROSPERIDADE!!! 
 
São os meus sinceros votos.
 
Att,
 
Carlos Lopes
Vice-Prefeito de Viana
 


 

 


 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

É TEMPO DE COLHER FRUTOS


"O TEMPO POETIZA AS PESSOAS E AS COISAS"

GILBERTO FREYRE

 

A JSB começou pequenina e relativamente despretensiosa. Um grupo de jovens cheios de esperança no olhar integrou o que hoje seria um dos mais organizados movimentos sociais do Espírito Santo. Liderados por um jovem que construiu uma carreira política repleta de competência e respeito, sua história de vida deixou marcas indeléveis no PSB capixaba. Sem dúvida alguma, tal movimento ganhou grandes proporções e os niilistas de plantão "caíram do cavalo" quando perceberam o crescimento de Carlos Lopes. De líder da JSB, passou a Vice-Prefeito de uma cidade histórica como Viana, conquistando ainda mais espaço no cenário político de então. Vários foram os sucessos da JSB liderada por Lopes, principalmente no que se refere ao Projeto Jeton, onde a repercussão do caso causou frizzes durante um bom tempo, haja vista o impacto causado pelo êxito de um grupo de jovens às prevaricações de determinados parlamentares  espíritossantenses. Após longos períodos de resistência e o enfrentamento de pesados obstáculos, acumularam-se vitórias. O Espírito Santo há de reconhecer ainda mais as habilidades e competências da JSB capixaba, longe de ser um grupo de jovens com ideologias extremistas de cunho radical, prevalece-se a serenidade e, principalmente, as estratégias de poder e resistência comedidas. É tempo de colher os frutos das árvores plantadas lá no início e a cada dia regá-las para que se prospere a fartura.

 

Parabéns Carlos, Parabéns JSB!

 

Isaias Alves


 

Carlos Lopes entre os Secretariáveis do PSB no Governo

 

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Avanços em tecnologia da madeira: paradigma de sustentabilidade
 
Luiz Fernando Schettino
Professor do Dpto Oceanografia e Ecologia da Universidade Federal do ES.
 

A percepção dos impactos socioambientais pela sociedade brasileira teve notável avanço a partir dos anos 80 do século passado, quando a economia passou a ocupar lugar de destaque entre as nações industrializadas.

Viu-se, então, que o custo socioambiental do modelo não sustentável era muito elevado – desmatamento acentuado de várias regiões; uso inadequado dos solos; ausência de controles eficazes nos níveis de poluição (os EIA/RIMA's se tornaram obrigatórios no Brasil a partir de 1986); e inchaço dos grandes centros urbanos, com o crescimento das favelas, que ocuparam os morros e os mangues das periferias das cidades dos estados mais industrializados do País.

A partir da "Rio 92", porém, começa a existir entendimento do que seja sustentabilidade e da complexidade do processo de transformação da sociedade moderna, que a torna cada vez mais vulnerável aos impactos socioambientais,  exigindo que práticas cotidianas sejam repensadas e novos elementos incluídos, diante da degradação ambiental.

Com isso, questões que não tinham o seu grau de relevância efetivamente percebido passaram a tê-lo, como é o caso do uso de mais  inovações tecnológicas no setor madeireiro.   

A maior eficiência trazida pela tecnologia pode ampliar os usos das madeiras, evitar desperdícios e, com isso, diminuir os desmatamentos e, de modo particular, os impactos negativos sobre algumas espécies mais demandadas, que acabam correndo o risco de extinção.

A adoção de inovações no setor madeireiro do País é de extrema importância, tendo em vista que a atividade florestal no Brasil, além dos reconhecidos aspectos ambientais, tem relevância para a esfera socioeconômica, pelo fato de o País possuir uma das maiores extensões florestais naturais do mundo e uma considerável área de plantios florestais, o que garante ao setor florestal brasileiro lugar de destaque no mercado mundial de madeiras, cuja importância tende a crescer ao longo do tempo, pelas características de solo, clima e  disponibilidade de terras no País aptas à produção de madeira.

Um dos maiores desafios nesse cenário é a conservação das florestas nativas,  de forma a evitar o desmatamento irracional, visando atender às demandas por madeiras de forma certificada, via manejo florestal sustentável nas florestas naturais e/ou por meio de plantios florestais, legalmente possíveis.

Outro aspecto importante nesse contexto é levar em conta que, no mercado madeireiro, a globalização da economia também levou ao acirramento da concorrência. Com isso, a "sobrevivência" passou a ser o objetivo maior de muitas empresas, muitas vezes em detrimento da qualidade e durabilidade dos produtos e das enormes perdas de matéria-prima pela não aplicação das melhores tecnologias.  

Permanecer no mercado a qualquer custo parece ainda ser a meta de muitos empreendedores da área florestal madeireira, em detrimento do que se perde nos aspectos socioambientais e mesmo econômicos em longo prazo, em vez de criarem condições de sustentabilidade e de fazerem evoluir tecnologicamente seus processos produtivos, possivelmente, por não terem uma visão adequada dos retornos que podem ter com investimentos em "tecnologias verdes", que quase sempre levam a menores custos, mais competitividade e, consequentemente, maiores lucros.

Inclusive pelas razões citadas é que extração, comercialização e industrialização da madeira, historicamente no País, têm mantido o ritmo predatório de suas ações e migrando sempre em busca de novas fronteiras madeireiras.

Esse processo precisa ser devidamente discutido pelas instituições que buscam construir um modelo sustentável e inteligente de desenvolvimento, o que certamente promoveria mudanças nas políticas ambiental e florestal exigidas pela sociedade, visando à reversão desse processo cultural, para que promova a sustentabilidade no setor madeireiro, e os ecossistemas sejam conservados onde estejam sendo extraídas as madeiras a serem industrializadas para a sociedade.

Discutir e viabilizar formas de avançar o uso de tecnologias para a industrialização da madeira significa criar condições para que as demandas madeireiras sejam atendidas, os desmatamentos se reduzam e a geração de empregos e renda cresça no setor florestal brasileiro.

Dessa forma, teríamos uma ilustração de como superar um grande e histórico desafio na matéria em questão: sair do discurso ambientalista puro para uma prática sustentável cotidiana da sociedade em suas necessárias atividades socioeconômicas, a se compatibilizarem com qualidade de vida e proteção dos ecossistemas – um novo paradigma, então, se consolidará: o da sustentabilidade com aproveitamento inteligente dos recursos naturais.


 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Uma nova força à esquerda



Uma nova força à esquerda

Rodrigo Martins 8 de novembro de 2010 às 15:24h

Com seis governadores, entre eles Renato Casagrande (foto), o PSB será influente no governo de Dilma Rousseff. Por Rodrigo Martins. Foto: Bianca Pimenta/Folhapress

 
 
Com seis governadores eleitos, o PSB emerge nestas eleições como nova força. O partido sai da disputa com o segundo maior número de governos estaduais, ao lado do PMDB e atrás apenas do PSDB- (com sete). No Senado, elegeu três parlamentares, um a mais do que a composição atual. É a legenda que mais cresceu proporcionalmente na Câmara (26%), aumentou a sua bancada de 27 para 34 deputados. Em expansão, a sigla ameaça o poder de partidos como o DEM, que chegou a ter cem representantes em 1998 (com o nome PFL) e, agora, elegeu 43 deputados.
Ainda é, no Congresso, um partido médio, com a sétima maior bancada. Mas com o peso dos governos estaduais deve tornar-se cada vez mais relevante nas articulações políticas, um cenário bem diferente de oito anos atrás, quando lutava para sobreviver à extinta cláusula de barreira, que exigia das legendas ao menos 5% dos votos para garantir representação na Câmara. Para analistas, o ex-partido nanico tem chances, inclusive, de participar de um projeto de poder alternativo ao PT em 2014. Futurologia vazia? A proximidade entre os governadores Cid Gomes e Eduardo Campos, do PSB, com o senador tucano Aécio Neves parece indicar que não.
Na avaliação do senador Renato Casagrande, governador eleito pelo Espírito Santo com 82,3% dos votos, o êxito do partido deve-se a dois fatores. Primeiro, à aliança nacional em torno da candidatura de Dilma Rousseff, que permitiu ao PSB fechar pactos importantes nos estados. Segundo, à boa avaliação dos governos de Cid Gomes, reeleito no Ceará com 62,3% dos votos, e Eduardo Campos, que ficará mais quatro anos à frente de Pernambuco, após obter a votação recorde de 82,8%.
"Estas eleições mostraram que o PSB não tem medo de governar e mostrar resultados", afirma Casagrande. "Qualquer partido, para crescer, precisa consolidar seu nome nacionalmente e garantir uma boa representação na Câmara. Entendo, no entanto, que fizemos uma boa escolha ao deixar de lançar um nome na corrida presidencial e garantir apoio nos estados."
Trata-se de uma aposta bem diferente da feita pelo PSB em 2002, quando lançou a candidatura do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, à Presidência da República, em vez de participar da coligação que elegeu Lula. O partido havia aberto as portas a Garotinho dois anos antes, quando o político abandonou o PDT após entrar em choque com Leonel Brizola. O novo quadro ficou em terceiro lugar na corrida presidencial. Ajudou a eleger a mulher, Rosinha Garotinho, ao governo do Rio, e o PSB a superar a cláusula de barreira com a eleição de 22 deputados. No ano seguinte, trocaria o PSB pelo PMDB, levando consigo 12 parlamentares.
Desde o início, importantes nomes do partido mostraram-se refratários ao ingresso de Garotinho no PSB. "De fato, ele não tinha o menor vínculo de identidade com o partido. O PSB perdeu a chance de se aliar à candidatura Lula já no primeiro turno. Se o fizesse, talvez o presidente não precisasse de um leque de alianças tão largo e hetereogêneo, que veio, no futuro, a lhe causar problemas e que impediu o Brasil de avançar mais", avalia a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP).
Um dos principais ideólogos do partido, Roberto Amaral, vice-presidente do PSB e ministro de Ciência e Tecnologia no -primeiro mandato de Lula, avalia que o episódio não deixou marcas negativas. "O PSB não apoiou Sarney, Collor, Itamar Franco nem FHC. Mesmo quando lançamos a candidatura Garotinho, apoiamos Lula no segundo turno. Nossos ideiais continuam os mesmos", afirma. De acordo com ele, um dos principais desafios do partido, agora, é garantir uma maior inserção do partido no Sudeste. "Somos muito fortes no Nordeste. As reeleições de Cid Gomes e Eduardo Campos comprovam isso. A expressiva votação de Casagrande no Espírito Santo nos dá um alento, mas a verdade é que ainda não tivemos êxito no que chamo de 'Triângulo das Bermudas', isto é, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro."
Amaral insiste que o PSB deve caminhar na articulação de um bloco de esquerda na Câmara, capaz de dar apoio, mas também pautar as políticas públicas. "Se apoiamos Lula e Dilma, é porque vimos pontos de convergência. Só que o PSB também tem um projeto." Quanto às especulações em torno de uma possível aproximação com Aécio, mostra-se reticente. "Você fala em nomes, Cid Gomes, Eduardo Campos… Eu falo em partido. Além disso, não vejo tanta diferença entre Aécio e Serra. Não vejo essa 'oposição progressista' ou menos raivosa de que tanto falam."
De acordo com o cientista político Leo-nardo Avritzer, pós-doutor pelo Massachusetts Institute Of Technology (MIT, dos Estados Unidos) e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a aposta numa nova oposição capitaneada por Aécio e líderes do PSB é bastante factível. "Se o PSDB aprender a lição das urnas, o centro do partido deverá se deslocar de São Paulo para Minas. E, dada a proximidade de Aécio com Eduardo Campos e Ciro Gomes – por tabela com o irmão Cid Gomes –, não é delírio imaginar que desse grupo surja o adversário do PT em 2014."
Cid Gomes diz ser muito cedo especular,- mas demonstra claros sinais de sintonia com Aécio. "Tenho certeza de que nascerá um novo PSDB, sob a liderança de Aécio Neves, que poderá contribuir para a formação de um pacto de desenvolvimento para o País. Acredito, inclusive, que a Dilma pode, num gesto de benevolência, garantir que a presidência do Senado fique nas mãos de Aécio. Seria uma excelente chance para viabilizar um projeto suprapartidário de desenvolvimento", afirma.
Quanto à possibilidade de um novo partido com vistas a 2014, o governador mostra-se descrente. "A atual legislação reserva pouco tempo na tevê às novas legendas", pondera. Cid Gomes ainda reclama da pouca interlocução do governo federal com os governadores. "A verdade é que o PT não priorizou o diálogo com os governadores. Espero que isso mude. Os governadores aliados podem ajudar a mobilizar a base governista no Congresso."

Rodrigo Martins

Rodrigo Martins é repórter da revista CartaCapital há quatro anos. Trabalhou como editor assistente do portal UOL e já escreveu para as revistas Foco Economia e Negócios, Sustenta!,Ensino Superior e Revista da Cultura, entre outras publicações. Em 2008 foi um dos vencedores do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.